No dia 10 de outubro, fui
voluntariamente a uma manifestação que apresentava a atenção ao funcionamento
da ficha limpa, Ok. Fui alertado de que queríamos fazer barulho e chamar a atenção
da mídia, ate aqui concordei e me coloquei disposto a fazer o possível para isso.
Pois
bem, ao momento que chegamos invadimos as ruas de Brasília e começamos a parar
o transito, atrapalhamos a passagem daquela gente engravatada que reclamava e
fazia gestos para os protestantes, e fomos subindo, tomando espaço, fazendo bagunça
chamando atenção para uma causa, até nos aparecer um senhor engravatado todo
bem arrumado interessado no movimento, querendo que falássemos sobre, e qual o
motivo, logo então apareceu a polícia que manteve a calma do transito.
Pareceu
que todos estavam conseguindo algo,chamamos a atenção pelo menos da policia e do
senhor de terno. Só que, os lideres do movimento deram atenção e confiaram no
senhor de terno, que dizia que iria nos colocar dentro de “onde tudo estava
acontecendo”. Brasília tem tantos prédios que nos enganam, e foi isso que
aconteceu. O senhor de terno, conseguiu
tirar nosso movimento da rua onde tudo estava dando certo, e logo a imprensa ia
se atentar,pois estávamos chamando muita atenção, e nos levou para um local
onde é comum de haver protestos e etc. Local onde fomos filmados, e gritamos,
mas não provocamos, não paramos a cidade, não mostramos a força do povo, tão besta,
que, a policia que havia saído de uma van e nos seguido, nem mais estava nos
seguindo.
Num
Brasil tão grande, com tantas coisas acontecendo, chamar atenção, não é juntar
90 pessoas com vassouras e ficar na porta Supremo, esperando o nada. Sem contar
que eu postei uma foto no face, logo que chegamos, da polícia (militar)
que nos
cercava, algo que foi revertido na outra polícia (Federal )que estava
protestando também, e essa foto foi copiada e feita uma montagem destrutiva da
manifestação, montagem essa que desapareceu quando procurei. Fui alertado de não
postar fotos no face, e depois desse momento fui visto como um Judas, um bode expiatório.
Houve também, o momento de integração a outros movimentos, que diferente dos
nossos tinha outra ideologia, como o da Polícia Federal e o dos prefeitos, que
aplaudimos sem nem sabermos quem eram.
Resumindo,
para se fazer manifesto deve-se ter preocupação com o verdadeiro motivo que estamos
lá. Pra que? Chamarmos atenção? Vamos às ruas, paramos a cidade. Não ficarmos
preocupando com Fulano de tal, ouvir qualquer homem de terno que aparecer, ou
ter um dois três líderes, quando sentei no chão, pro ônibus não passar, uma
mulher lá me puxou pelo braço, eu não sabia o que fazia, se xingava ela, ou se
ria por ela ter me pego pelo sovaco suado de tanto andar e ficar com a mão
molhada.
Mas
por fim o recado foi dado, televisionado, só não foi apresentado. E mais uma vez
o homem de terno engana o povão, que estava em boa direção.


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